Alunos do ITESP participam das gravações do GloboNews Especial sobre os 20 anos do Museu da Língua Portuguesa

Alunos do ITESP participam das gravações do GloboNews Especial sobre os 20 anos do Museu da Língua Portuguesa
Imagem: Comunicação ITESP.

Durante a visita ao Museu da Língua Portuguesa, no centro da São Paulo, os alunos do 1º ano de Teologia do Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP) acabaram vivendo uma experiência inesperada: participaram das gravações do programa GloboNews Especial, produzido pela GloboNews, em comemoração aos 20 anos do museu, celebrados em março de 2026.

Na ocasião, os profissionais do jornalismo da Globo, Inderson de Oliveira, Marcelo Cruz e Luiza Schiff, acompanhavam a história de uma educadora do museu, cuja trajetória pessoal se entrelaça com a história do próprio museu. Durante a visita guiada, os estudantes do ITESP foram registrados pela equipe enquanto conheciam as exposições e interagiam com os espaços do museu. A reportagem especial é da jornalista Luiza Schiff e fará parte da programação especial que celebra as duas décadas de existência do espaço cultural. A estreia do programa é no dia 16 de março, às 23:30, na GloboNews.

Inaugurado em 21 de março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa tornou-se um marco na museologia brasileira ao ser o primeiro museu do país dedicado a um patrimônio imaterial. Baseado em experiências interativas e imersivas, o espaço propõe ao visitante uma reflexão sobre a língua portuguesa como elemento vivo, em constante transformação. Ao longo desses vinte anos, mais de 5,3 milhões de pessoas já passaram por suas exposições, descobrindo as múltiplas histórias e influências que compõem o português falado no Brasil e em outras partes do mundo.

Falada por mais de 260 milhões de pessoas em quatro continentes, a língua portuguesa é apresentada no museu como um patrimônio cultural global, construído ao longo de séculos a partir do encontro entre diferentes povos. As contribuições das línguas indígenas, das populações africanas da diáspora, dos imigrantes e das diversas regiões brasileiras aparecem nas exposições de forma criativa e acessível, permitindo que o visitante compreenda a riqueza cultural que forma o idioma.

Para os alunos do ITESP, especialmente aqueles que vêm de outros países, a visita ao museu tem um significado ainda mais profundo. Muitos deles estão tendo seu primeiro contato mais amplo com a cultura brasileira, e conhecer a história da língua é também compreender parte essencial da identidade do país onde agora estudam e realizam sua formação pastoral.

A experiência permite que esses estudantes estrangeiros percebam como o idioma carrega valores culturais, histórias de migração, encontros de povos e transformações sociais. Nesse sentido, o museu se torna também um espaço de aprendizagem que dialoga diretamente com a formação teológica e pastoral dos alunos, que futuramente atuarão em comunidades diversas e multiculturais.

Além de enriquecer a dimensão cultural da formação, a visita contribui para o processo de integração dos estudantes à cidade de São Paulo e ao contexto social brasileiro. Ao conhecer a história e a diversidade da língua portuguesa, os alunos ampliam sua capacidade de comunicação e compreensão das realidades humanas que encontrarão em sua atuação pastoral.

Para o ITESP, iniciativas como essa fazem parte de um projeto formativo mais amplo, que busca integrar formação acadêmica, experiência cultural e acompanhamento pastoral. Conhecer a cidade, seus espaços culturais e suas histórias ajuda os estudantes a compreender melhor o ambiente em que vivem e estudam, fortalecendo também o vínculo entre fé, cultura e realidade social.

Assim, a participação dos alunos nas gravações do documentário acabou se tornando não apenas um momento curioso dentro da visita, mas também um registro simbólico da presença de novas gerações de estudantes na história viva da língua portuguesa, reforçando o diálogo entre cultura, educação e formação humana.

Por: Arison Lopes, Comunicação ITESP.

Imagem: Comunicação ITESP.