Ecoemergência e humanidade: entre direitos, deveres e os desafios do nosso tempo

Ecoemergência e humanidade: entre direitos, deveres e os desafios do nosso tempo
Imagem: Comunicação ITESP

O Prof. Dr. Marcelo Furlin, docente do Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP), contribui de forma consistente e provocadora para o debate contemporâneo sobre a condição humana ao assinar o capítulo “Entre direitos e deveres: percepções sobre a humanidade no contemporâneo”, publicado na obra Direitos e deveres humanos: ecoemergência fundamental, lançada em novembro de 2025 pela UCP Editora.

Inserido na coleção Cuidar da Casa Comum, o texto de Furlin dialoga diretamente com um dos grandes desafios do nosso tempo: compreender o presente a partir de uma perspectiva que reconheça a interdependência entre humanidade, cultura e ecologia. O autor propõe uma leitura do contemporâneo marcada pela noção de ecoemergência, entendida tanto como emergência nas ecologias quanto nos “ecos” que reverberam nas relações humanas, sociais e simbólicas.

Essa abordagem permite ao professor desenvolver uma reflexão crítica sobre os modos como direitos e deveres humanos são percebidos e vividos na atualidade. Para Furlin, pensar o presente exige uma hermenêutica da cultura capaz de captar tensões, rupturas e continuidades que se manifestam no trânsito entre modernidade e pós-modernidade. Não se trata apenas de descrever esse movimento histórico, mas de interpretá-lo à luz das responsabilidades éticas que dele emergem.

O capítulo evidencia que os direitos humanos, quando desvinculados dos deveres, correm o risco de se tornarem discursos abstratos, esvaziados de compromisso concreto com a vida em todas as suas formas. Por isso, o autor insiste numa leitura integrada, na qual direitos e deveres se complementam como expressões da dignidade compartilhada, especialmente diante das crises ecológica, social e cultural que atravessam o mundo contemporâneo.

Em sintonia com o espírito da obra, o texto do professor Marcelo Furlin reforça a urgência de uma reflexão teológica que não se afaste das realidades concretas, mas que dialogue com as dores, os conflitos e as esperanças do tempo presente. A ecoemergência, nesse sentido, não é apenas um conceito, mas um convite à responsabilidade, à corresponsabilidade e ao cuidado com a Casa Comum.

Ao integrar espiritualidade, justiça social e justiça ecológica, o capítulo do professor do ITESP se soma ao propósito maior da coletânea: inspirar novas práticas de solidariedade e transformação. Sua contribuição oferece ao leitor não apenas uma análise crítica do contemporâneo, mas também pistas éticas e teológicas para repensar o lugar do ser humano no mundo, um mundo que clama por cuidado, consciência e esperança.

A obra está com livre acesso no site da editora. Clique aqui!

Por: Arison Lopes, Comunicação ITESP.

Imagem: Comunicação ITESP.