ITESP, MAGIS Brasil e Núcleo Lux Mundi unem esforços para promover a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital

ITESP, MAGIS Brasil e Núcleo Lux Mundi unem esforços para promover a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital
Imagem: Magnific.com

A transformação digital tem redefinido a maneira como as pessoas se relacionam, aprendem, se comunicam e vivenciam a fé. Crianças, adolescentes e jovens estão cada vez mais presentes em redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas de vídeo e outros espaços virtuais que também passaram a integrar a ação evangelizadora, educativa e pastoral da Igreja. Diante dessa realidade, três instituições decidiram unir experiências e conhecimentos para enfrentar um dos grandes desafios do nosso tempo: a proteção integral de crianças e adolescentes nos ambientes digitais.

O Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP), a Rede Inaciana de Juventude – MAGIS Brasil e o Núcleo Lux Mundi (CNBB|CRB) lançam conjuntamente o projeto “Cuidado e proteção de crianças e adolescentes em ambiente digital: desafios e perspectivas para a vida eclesial”, uma iniciativa voltada à formação, reflexão e construção de práticas pastorais seguras no universo digital.

A parceria nasce da compreensão de que os ambientes virtuais já fazem parte da vida eclesial contemporânea. Catequese, pastoral juvenil, grupos de coroinhas e acólitos, comunicação pastoral e diversas outras atividades da Igreja utilizam diariamente recursos digitais para evangelizar, formar e acompanhar pessoas. Ao mesmo tempo, esses espaços apresentam desafios que exigem atenção, preparo e responsabilidade por parte das lideranças e instituições.

Mais do que discutir questões tecnológicas, o projeto propõe uma reflexão ampla sobre a cultura do cuidado e da salvaguarda, buscando fortalecer uma atuação pastoral capaz de garantir ambientes seguros e respeitosos para crianças e adolescentes também no mundo digital.

Um dos principais objetivos da iniciativa é auxiliar lideranças religiosas, agentes pastorais, catequistas, educadores, assessores de juventude e comunicadores a compreenderem os impactos do chamado ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) sobre as práticas pastorais e educativas da Igreja. A proposta parte do princípio de que a proteção de crianças e adolescentes não se limita aos espaços físicos. Com a crescente presença das tecnologias na vida cotidiana, torna-se necessário desenvolver políticas, protocolos e processos formativos que considerem também os riscos e responsabilidades presentes nos ambientes digitais.

A iniciativa está alinhada às orientações da Igreja Católica sobre a proteção de menores e pessoas vulneráveis. Inspirado pelos princípios presentes no Vos Estis Lux Mundi e na Carta ao Povo de Deus, o projeto reforça a necessidade de criar ambientes seguros, promover ações preventivas e fortalecer uma cultura de responsabilização e cuidado.

Como parte da parceria, será oferecido um percurso formativo composto por uma Master Class e cursos voltados a públicos específicos que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

A programação inclui temas relacionados aos fundamentos do ECA Digital, à produção de conteúdos na Pastoral da Comunicação (PASCOM), ao uso de tecnologias na catequese e aos cuidados necessários no acompanhamento de coroinhas e acólitos, além de uma reflexão mais ampla sobre os desafios e perspectivas da proteção de crianças e adolescentes na vida eclesial. A expectativa é que o projeto contribua para o fortalecimento de uma consciência pastoral capaz de reconhecer os ambientes digitais como espaços legítimos de evangelização, mas também como contextos que exigem formação permanente, vigilância ética e compromisso institucional.

Ao formalizarem essa parceria, ITESP, MAGIS Brasil e Núcleo Lux Mundi reafirmam seu compromisso com a promoção da dignidade humana e com a construção de relações eclesiais pautadas pelo respeito, pela escuta e pela corresponsabilidade.

Em um contexto em que a presença digital se tornou parte da experiência cotidiana de milhões de pessoas, especialmente das novas gerações, a iniciativa representa um passo importante para que a Igreja continue sua missão educativa e evangelizadora sem perder de vista a proteção daqueles que mais necessitam de cuidado.

Mais do que um projeto de formação, a proposta pretende contribuir para a consolidação de uma verdadeira cultura eclesial de cuidado, capaz de integrar fé, tecnologia, ética e proteção integral, tornando os ambientes digitais lugares cada vez mais seguros para crianças e adolescentes.

Por: Arison Lopes, Comunicação ITESP.

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